De acordo com informações publicadas pelo Diário do Nordeste, a missão a Rondônia foi uma consequência do Acordo de Cooperação Técnica firmado em 2025 entre o Sistema Faec/Senar-CE, a Café Arvoredo e a Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, e a Embrapa Rondônia. O presidente da Faec, Amílcar Silveira, revelou que o acordo visa a implantação do café “canefhora”, que representa 40% da produção mundial de café, com foco no Brasil.
Conforme reportado pelo Google, o café de Rondônia, conhecido como “Robustas Amazônicos”, é de uma espécie que se adapta melhor ao calor e a altitudes menores do estado, contrastando com o arábica, que prospera em regiões mais frias e montanhosas.
Os membros da missão, como o advogado e agropecuarista Fernando Franco e seu filho Nicolas, ficaram impressionados com as práticas na região de Cacoal, considerada a “capital do café” em Rondônia. Eles já planejam adquirir as mudas do ‘robusta amazônico’ para cultivo em suas propriedades localizadas no Maciço de Baturité.
“A cafeicultura de Rondônia, com sua variedade de café amazônico ‘Robusta’, destaca-se por sua produtividade e qualidade, recebendo reconhecimento internacional. Nos chamou a atenção a alta tecnologia empregada pelos cafeicultores, como Juan Travain, que demonstra liderança no setor. Pretendemos implementar tais práticas no Ceará”, afirmaram os Franco.
Além de Fernando e Nicolas Franco, a missão incluiu o vice-presidente administrativo e financeiro da Faec, Chico Almir, o cafeicultor Sérgio Patrício, o pesquisador Gustavo Saavedra, e José Roberto Vieira Júnior, chefe adjunto da Embrapa no Ceará.
No primeiro dia, a equipe foi recebida em Porto Velho pela chefe geral da Embrapa de Rondônia, Lúcia Helena de Oliveira Wadt. Em seguida, visitaram os cafezais de Cacoal, onde tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre a produção do café canefhora local.
O grupo da Faec foi guiado durante a programação pelo presidente da Cafeicultores Associados da Região das Matas de Rondônia (Caferon), Juan Travain, o presidente do Sindicato Rural de Cacoal, Alex Sandro Guaitoline, e o supervisor do Senar de Rondônia, Darlan Alves.
Fernando Franco destacou que o PIB do setor cafeeiro em Rondônia já é equivalente ao PIB da pecuária de corte no estado. “O que mais nos impressionou foi o alto padrão de vida dos produtores familiares na região de Cacoal”, afirmou.
Questionado sobre as próximas etapas após a viagem, Fernando Franco afirmou: “Vamos iniciar imediatamente o projeto de transformar o Ceará em um polo produtor de café. Temos condições para isso, incluindo o apoio da Faec, do governo do estado, e da 3Corações, que já se comprometeu a adquirir toda a nossa produção.”
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