Problemas na malha ferroviária de São Paulo têm gerado transtornos significativos para passageiros da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Nos últimos meses, a circulação de trens foi comprometida por falhas elétricas e lentidão, levando até à interrupção total das operações, como o ocorrido na quinta-feira (23).
As falhas não são incidentes isolados. Desde março, quando a linha 12-safira foi transferida para a gestão da concessionária Trivia, os usuários frequentemente enfrentam lentidão e problemas decorrentes de vandalismo e furtos de cabos elétricos.
Conforme publicado pela Folha de S.Paulo, uma falha em junho na linha 10-turquesa obrigou os passageiros a trocarem de composição, enquanto em julho, a linha 11-coral também teve seus serviços afetados, resultando em maiores intervalos entre os trens.
Os problemas não se restringem apenas a essas linhas. Outras, como a 8-diamante e a 9-esmeralda, sob a administração da Motiva, também enfrentaram interrupções significativas: uma pane em um trem vazio e falhas na rede elétrica resultaram em paralisações.
Após a falha da última quinta-feira, a Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) decidiu que a CPTM deve reassumir a operação das linhas 11, 12 e 13 por um período mínimo de 90 dias.
O leilão que concedeu a operação dessas linhas para a Trivia ocorreu em março de 2025, e o grupo Comporte Participações, controlado pela família fundadora da Gol Linhas Aéreas, venceu a disputa. Além da Trivia, a Comporte controla a Tic Trens, que opera a linha 7-rubi.
Após o incidente recente, a Trivia afirmou estar em contato com o governo e a Artesp, reiterando sua capacidade técnica e compromisso com a segurança. No entanto, Cláudio de Senna Frederico, ex-secretário de Transportes Metropolitanos e vice-presidente da ANTP, avaliou que as concessões podem trazer desafios, apontando que o sistema metroferroviário de São Paulo carece de uma identidade única diante da fragmentação gerada por múltiplas empresas operando simultaneamente.
Frederico defende que o transporte coletivo deve ser percebido como um serviço integrado, e não como um conjunto desarticulado de operações separadas.
O contrato original com a Trivia incluía a transferência de trens modernos da linha 10-turquesa. Contudo, após pressão dos usuários, o governo Tarcísio de Freitas decidiu manter esses trens na linha 10, que continuará sob administração da CPTM.
O governador Tarcísio também expressou que, antes de considerar novas concessões, a linha 10 precisa passar por modernizações, um processo que pode levar até cinco anos e requer um investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão.
Esse pacote de obras visa a construção de novas estações e melhorias na infraestrutura existente, como sinalização e energia, buscando aumentar a eficiência do transporte.
Tarcísio declarou que sua intenção é reavaliar as concessões e concentrar esforços na melhoria do sistema, reforçando que o Metrô está operando com eficácia e que expandir suas operações pode ser uma alternativa viável.
Atualmente, quatro das seis linhas do trem metropolitano em São Paulo estão sob gestão do Grupo Comporte, enquanto outras são operadas pela Motiva, que também controla linhas do metrô.
Um pirarucu de 2,46 metros e 137,90 quilos foi capturado na Reserva Extrativista Estadual do…
A África do Sul e Guiné se enfrentam neste sábado, 26 de setembro, às 10h…
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou recentemente um vídeo que ilustra a operação…
Em janeiro de 2023, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou um…
A prova do concurso público da Prefeitura de Santos para o cargo de Oficial de…
A inclusão do entorno da BR-319 na Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) muda a…