A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em sessão plenária realizada na quarta-feira, 13 de maio de 2026, o Projeto de Lei 354/2026, que prevê um reajuste de 3,51% nos salários dos servidores públicos da capital. A votação contou com 35 votos a favor e 16 contrários, e agora segue para sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
No primeiro turno, a proposta já havia sido aprovada com 32 votos favoráveis, 16 contrários e uma abstenção. O novo reajuste será pago em duas parcelas: 2% a partir de 1º de maio de 2026 e 1,48% a partir de 1º de maio de 2027. Existe a possibilidade de antecipação da segunda parcela, caso haja disponibilidade orçamentária.
Além do aumento salarial, o auxílio-refeição e o vale-refeição também terão um reajuste de 3,51%, entrando em vigor na mesma data. Essa atualização segue o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe), aplicando-se a servidores ativos, aposentados e pensionistas com paridade, tanto na administração direta quanto indireta. O impacto financeiro estimado é de R$ 1,1 bilhão anualmente.
O presidente da Câmara, vereador Ricardo Teixeira (UNIÃO), conduziu o debate e a votação, afirmando que o reajuste é uma reposição da inflação do ano anterior. Ele declarou que foi um dia de intenso trabalho e que busca sempre a mediação em momentos de discussão acalorada.
Os vereadores do Partido dos Trabalhadores (PT) se manifestaram contrários ao projeto. O líder da bancada, Alessandro Guedes (PT), alegou que a proposta desrespeita os servidores, que precisam de um reajuste em uma única parcela. O vereador destacou que a cidade possui saúde financeira suficiente para oferecer uma melhoria maior.
Os parlamentares do PSOL também criticaram a proposta. A vereadora Amanda Paschoal (PSOL) avaliou que a realização de apenas uma audiência pública não foi suficiente para ouvir todos os servidores afetados. Ela comentou sobre a abertura de margem no texto que poderia permitir a aplicação de critérios subjetivos nas avaliações dos concursos destinados aos profissionais da educação.
Ao lado do governo, o vereador Sidney Cruz (MDB) destacou a possibilidade de antecipação da segunda parcela para 2026, reforçando que a Prefeitura já investiu mais de R$ 7 bilhões em valorização salarial e benefícios. O vice-líder do governo, Gilberto Nascimento (PL), também votou a favor, ressaltando a importância da revisão geral anual da remuneração para os 225 mil funcionários públicos da cidade.
O líder do governo, vereador Fabio Riva (MDB), reforçou a ideia de que, se a arrecadação municipal atingir os índices projetados, a segunda parcela do reajuste poderia ser paga ainda este ano. Ele também enfatizou a importância dos ajustes na área da educação municipal.
A próxima Sessão Plenária está agendada para terça-feira, 19 de maio, às 15h, onde a Câmara Municipal de São Paulo transmitirá ao vivo através do canal da Câmara no YouTube e na TV aberta digital.
A íntegra da sessão desta quarta-feira está disponível neste link.
A inclusão do entorno da BR-319 na Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) muda a…
Os advogados de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, emitiram uma nota de repúdio nesta…
Prieto, um destacado membro do PCC, foi capturado em Santa Cruz de la Sierra, na…
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, manifestou seu apoio ao candidato a deputado estadual,…
Previsão do Tempo em Salvador: Sol e Chuvas Rápidas nesta Sexta-Feira Resumo: Nesta sexta-feira, Salvador…
Um cão policial conhecido como Kylo foi tragicamente baleado e morreu na tarde de quinta-feira…