Manaus (AM) – Na manhã de terça-feira (20), o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) deu início ao treinamento de 50 militares da Marinha do Brasil, com o objetivo de fortalecer o combate aos incêndios florestais no estado. A iniciativa, divulgada pelo Ministério da Defesa no último domingo (18), suscitou críticas de candidatos que foram aprovados em concurso para a corporação e ainda aguardam novas convocações.
Em uma publicação sobre a capacitação, o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Ximenes Muniz, recebeu diversas manifestações de descontentamento, especialmente de candidatos que argumentam que o reforço do efetivo deveria incluir os aprovados no concurso. O perfil @aprovadoscfsd2021.cbmam se manifestou: “Só não chamam mais bombeiros para capacitar! Chamam brigadistas, forças armadas, bombeiros de outros estados… reforçar o efetivo também é necessário”, criticando a estratégia adotada.
O concurso público do CBMAM, regido pelo edital de 2021, teve seu resultado homologado em janeiro de 2023, sendo este posteriormente retificado. A validade do certame foi estendida por mais dois anos, começando em janeiro de 2025.
Em 2026, múltiplas convocações foram realizadas. Em abril, um decreto oficializou a matrícula de 210 candidatos aprovados para o cargo de Soldado Bombeiro Militar. Também houve convocações de candidatos em posições subsequentes devido a desistências e ausências, conforme documentos oficiais do CBMAM.
Os registros demonstram que as convocações não são inexistentes, mas refletem a expectativa elevada dos candidatos que permanecem na lista de aprovados e esperam novas chamadas.
A discussão se intensifica em um momento crítico, com o estado do Amazonas enfrentando um aumento nos incêndios florestais. O plano do governo inclui brigadistas e apoio das Forças Armadas, mas os aprovados continuam a questionar: se há a necessidade de reforço, por que não incluir profissionais já capacitados que estão aguardando convocação?
Históricamente, o CBMAM já possui um protocolo de convocação estabelecido e, em várias portarias publicadas ao longo de 2026, foram convocados candidatos classificados para entrega de documentos e processos de análise documental.
Em junho, o comandante-geral afirmou que novas convocações dependiam de um julgamento do governo em relação à disponibilidade orçamentária. Ele destacou que, apesar do desejo de aumentar o efetivo, fatores fiscais e financeiros precisam ser considerados.
A pressão pelos aprovados surge em um contexto em que o governo reconhece a necessidade de aumentar a capacidade de resposta às queimadas. Os questionamentos não se limitam apenas à inclusão de brigadistas, mas também ao aproveitamento daqueles que já concluíram o concurso.
Enquanto novas medidas são anunciadas para combater os incêndios, os aprovados continuam atentos às publicações oficiais do CBMAM, aguardando ansiosamente por atualizações sobre quaisquer novas convocações. As manifestações nas redes sociais evidenciam que, para muitos, a inclusão no efetivo do Corpo de Bombeiros não é apenas uma expectativa, mas uma necessidade urgentemente solicitada.
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