Ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza resultaram na morte de pelo menos 15 palestinos, de acordo com informações publicadas pela CNN Brasil. Os bombardeios ocorreram pelo segundo dia consecutivo neste domingo (2), mesmo após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um avanço nas negociações para um cessar-fogo.
Os ataques, que começaram ao amanhecer, visaram diversas localidades, incluindo a Cidade de Gaza, Deir al-Balah e Khan Younis. Autoridades de saúde palestinas registraram o maior número de fatalidades em um único dia nas últimas semanas. Trump afirmara, em uma declaração na quinta-feira (31), que o Hamas e outras facções armadas estavam dispostos a se desarmar, levantando expectativas quanto à possibilidade de paz.
Eli Cohen, ministro de energia de Israel e membro do gabinete de segurança, comentou que o governo israelense oferecerá ao Hamas a chance de se desarmar, mas expressou ceticismo sobre essa possibilidade. Em entrevista à rádio do exército israelense, ele afirmou que não há um acordo para cessar os ataques e defendeu a necessidade de Israel controlar totalmente a região se o Hamas não cumprir com a condição de desarmamento.
Os bombardeios em Deir al-Balah causaram a morte de pelo menos quatro pessoas. Além disso, um ataque a uma residência em Mawasi resultou na morte de um casal e de seu filho de nove anos. Outras vítimas incluíram um casal e seu filho em um ataque a um apartamento na Cidade de Gaza. A intensidade dos ataques foi reforçada pelas declarações do Exército de Israel, que afirmou que alguns alvos eram líderes do Hamas.
Desde a implementação do cessar-fogo, que ocorreu em outubro, autoridades de saúde de Gaza relatam que mais de 1.230 palestinos morreram em bombardeios, enquanto Israel contabiliza a morte de quatro soldados no mesmo período.
O Conselho de Paz de Trump, que supervisiona o cessar-fogo, apresentou um roteiro com 15 pontos na última sexta-feira (1). O Hamas, por sua vez, afirmou que Israel deve interromper as hostilidades e retirar suas tropas antes de considerar o desarmamento. Um porta-voz do Hamas acusou Israel de não colaborar com os esforços de paz e de intensificar as hostilidades para criar uma nova realidade em Gaza.
Por fim, Mohammed Dahlan, ex-dirigente do Fatah, que atualmente reside nos Emirados Árabes Unidos, mencionou em suas redes sociais que Jared Kushner, genro de Trump, está trabalhando para pôr fim aos ataques. Ele reiterou que as negociações continuam ativas e que a implementação do acordo depende do encerramento dos ataques israelenses.
A Reuters buscou uma resposta do Departamento de Estado dos EUA sobre as declarações de Dahlan, mas ainda não obteve retorno.
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