O apartamento do síndico Cléber Rosa de Oliveira, detido sob suspeita de envolvimento na morte da corretora Daiane Alves Souza, foi alvo de vandalismo na tarde de quarta-feira (28), em Caldas Novas, Goiás. A confirmação da invasão partiu do advogado de Cléber, Luiz Fernando, que relatou que indivíduos entraram na residência e causaram danos, incluindo pichações.
A ocorrência se deu após a prisão de Cléber e seu filho, Michael, realizada na madrugada do mesmo dia. Ambos foram detidos temporariamente pela Polícia Civil de Goiás, sendo investigados pelo desaparecimento e posterior assassinato de Daiane, desaparecida desde dezembro de 2022.
“Estamos investigando essa situação para identificar os responsáveis pela invasão. Avaliaremos a possibilidade de tomar ações legais em decorrência dos danos”, afirmou o advogado sobre o episódio.
Na mesma manhã, o corpo da corretora foi encontrado em uma área de mata da cidade, e a Polícia Civil deu continuidade às investigações.
Em 17 de dezembro de 2022, Daiane se incomodou com um corte de luz no seu apartamento e decidiu verificar a situação. Ao descer alguns andares de elevador, encontrou um vizinho, com quem conversou sobre a falta de energia. As gravações de câmeras de segurança mostram que, ao chegar ao 2º andar do subsolo, ambos saíram do elevador, mas as imagens ficam sem registro por dois minutos. Quando voltam a ser exibidas, Daiane aparece sozinha no elevador.
A Polícia Civil informou que Michael, ao tentar ajudar o pai, teria tentado obstruir as investigações. Durante uma das ações, ele substituiu o celular do pai para dificultar o trabalho dos investigadores. Em coletiva, a polícia indicou que o filho também foi preso sob a suspeita de obstrução, podendo enfrentar acusações semelhantes às do pai: homicídio e ocultação de cadáver.
Documentos obtidos pela CNN Brasil revelam que Cléber foi acusado de perseguir Daiane entre fevereiro e outubro de 2025, após desavenças começaram em novembro de 2024. As investigações apontam que Daiane moveu 12 ações judiciais contra o síndico, envolvendo acusações de perseguição, sabotagem de serviços e agressão física.
Em 16 de janeiro de 2026, a ausência de sinais de vida de Daiane levou à reclassificação do caso como homicídio, sendo transferido para o Grupo de Investigação de Homicídios.
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