A memória da artista Elke Maravilha (1945-2016) está no centro de uma controvérsia pública envolvendo o jornalista e biógrafo Chico Felitti, autor da obra Elke: Mulher Maravilha (2021), e amigos próximos da figura emblemática da cultura brasileira. A discussão surgiu após a presença de Felitti no programa Sem Censura, da TV Brasil, onde fez declarações sobre as condições em que Elke viveu e sua nacionalidade.
Durante a entrevista, Felitti afirmou que a artista “morreu quase no esquecimento” e revelou detalhes sobre o estado de seu apartamento, que, segundo ele, continha “mais de cem sacos de lixo”. Ele disse: “Quando foram retirar o que ela tinha, saíram mais de cem sacos de lixo. Alguém que foi tão grande para o Brasil ter terminado sem um fim digno.” Além disso, contestou a nacionalidade russa de Elke, alegando ter em mãos uma certidão de nascimento que indicaria seu nascimento na Alemanha, em vez da Rússia.
As afirmações de Felitti geraram indignação entre amigos e colaboradores de Elke. A advogada Solange Maia, que dirigiu o documentário Elke no País das Maravilhas, classificou as declarações como “mentirosas”. Segundo Solange e o assessor Marcos Nienke, que esteve presente no dia do enterro, a descrição do apartamento como insalubre é imprecisa. Nienke afirmou: “Elke não era acumuladora de lixo; seu apartamento era cheio de peças de arte, quadros e figurinos. Ele se refere ao acervo dela como lixo? Muito irresponsável”.
Sobre a questão da nacionalidade, Solange elucidou que a origem familiar de Elke é complexa. O pai era russo e a mãe, alemã. Ela nasceu na Rússia, mas utilizava documentos falsos alemães por questões de segurança durante e após a Segunda Guerra Mundial. A cantora Karina Buhr destacou que Elke jamais foi abandonada, ressaltando o apoio constante de seu irmão, Fred, e de amigos.
Após a repercussão negativa, Chico Felitti recorreu às redes sociais para justificar suas afirmações, reafirmando que possui documentos que comprovam sua versão sobre o local de nascimento de Elke. Ele manteve também a posição sobre o estado do apartamento, mas fez uma ressalva sobre o “acúmulo” de itens, explicando: “A história dos itens na casa dela foram sacos e sacos mesmo. Alguns falam de acúmulo, outros que ela era uma colecionadora; tinha de tudo… roupa, muita roupa”. Declarações sobre o “esquecimento” referiam-se, segundo ele, à vulnerabilidade financeira e profissional enfrentada por Elke em seus últimos anos, incluindo dificuldades para arcar com o plano de saúde e resentimentos por falta de oportunidades de trabalho.
Em 2026, a polêmica ocorre às vésperas do 10º aniversário da morte de Elke Maravilha, que será lembrado em agosto deste ano.
Segundo informações publicadas pelo YourTango, o conceito de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, embora…
O Carrefour, uma das principais redes de supermercados do Brasil, anunciou a venda de 21…
A Marinha do Brasil abriu um novo processo seletivo para o preenchimento de vagas para…
Segundo informações publicadas pelo Rotowire, a plataforma de apostas bet365 está oferecendo uma promoção atraente…
Segundo informações publicadas pelo UOL, a deputada Erika Hilton, uma mulher transexual, compartilhou sua relação…
Segundo informações publicadas pelo UOL, o fisiculturista brasileiro Ramon Dino, que era um dos favoritos…