Conforme reportado pelo O POVO, a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) enviou um ofício à Secretaria Municipal do Turismo (Setfor) solicitando a remoção do cantor da programação do evento. A exigência se baseia na preocupação com a imagem do município e o financiamento de um artista que está sob investigação por questões trabalhistas.
A presidente da comissão, a vereadora Adriana Gerônimo (Psol), criticou a realização do show, mencionando que o cantor teria mantido 14 trabalhadores em condições subumanas, sem salários e sem descanso. Em suas redes sociais, ela expressou sua indignação sobre o evento, alegando que a manutenção do show inviabiliza os princípios de dignidade humana.
Adriana complementou suas críticas ao apontar a ironia de a Prefeitura promover um meme nas redes sociais relacionado à música de Amado Batista, chamando a situação de “deboche”. A parlamentar enfatizou que a presença do cantor no evento não é apenas uma contradição, mas também uma afronta aos direitos humanos.
O O POVO tentou contato com a assessoria da Prefeitura de Fortaleza e com o prefeito Evandro Leitão (PT), porém não obteve respostas até o fechamento desta matéria. A Secretaria Municipal de Turismo também não respondeu às solicitações enviadas por e-mail e telefone.
Amado Batista, além de cantor, é empresário do agronegócio e foi autuado em 2024 em ações fiscais relacionadas a irregularidades trabalhistas nas Propriedades Esperança e Recanto da Mata. Reportagens indicam que os trabalhadores sob sua supervisão enfrentavam condições precárias.
De acordo com a equipe do artista, foi celebrado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MTE para regularizar as questões trabalhistas levantadas. A assessoria afirmou que todas as pendências com os colaboradores foram sanadas, incluindo os pagamentos devidos.
A comissão também expressou preocupação sobre como a realização do show poderia perpetuar a violência contra os trabalhadores e considerar inadequado o uso de recursos públicos para financiar alguém envolvido em violações de direitos humanos. O ofício enviado à Secretaria Municipal de Turismo argumenta que a presença do cantor desmerece a seriedade das violação cometida.
O espaço está aberto para manifestações oficiais a respeito dos posicionamentos das autoridades envolvidas nesta controvérsia.
Assista ao vídeo sobre o caso no canal do Youtube do O POVO:
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