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Ações contra vandalismo em ônibus de SP envolvem 7,8 mil policiais na operação

A Polícia Militar de São Paulo (PM) iniciou uma operação especial nesta quinta-feira (3) com o objetivo de reforçar a segurança em corredores, garagens e terminais de ônibus. A ação, chamada Operação Impacto Proteção a Coletivos, vem como resposta a uma série de atos de vandalismo que têm afetado o transporte público no estado.

Com a participação de 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas distribuídas em locais estratégicos, a operação contará também com o apoio da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) e outras unidades da corporação. As ações são programadas para acontecer até 31 de julho, a fim de garantir a proteção dos passageiros e dos veículos.

O coronel Carlos Henrique Lucena, coordenador operacional da PM, destacou que a operação foi iniciada após um mapeamento criminal que identificou as áreas com maior incidência de vandalismos. “Começamos a alocar ativos operacionais das várias modalidades de policiamento para fazer a prevenção e, se necessário, a repressão imediata”, afirmou Lucena.

Além das ações da PM, a Polícia Civil, através do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), está investigando os recentes casos de depredações. A Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber) também está envolvida no monitoramento de plataformas digitais, buscando identificar possíveis criminosos. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) mantém um diálogo constante com empresas de transporte coletivo para discutir estratégias que enfrentem os atos de vandalismo.

Ronaldo Augusto Comar Marão Sayeg, diretor do Deic, ressaltou a importância da colaboração entre as polícias e as empresas. Ele revelou que as investigações têm como foco a identificação de organizações criminosas e que, até o momento, os ataques não apresentaram um padrão típico de facções. “Estamos considerando várias hipóteses, incluindo a possibilidade de desafios virtuais, onde usuários são incentivados a cumprir determinadas tarefas”, explicou Sayeg.

O monitoramento nas redes sociais e plataformas digitais pela DCCiber ainda não apresentou resultados concretos. A polícia trabalha para apontar os responsáveis pelo vandalismo no menor tempo possível. Dados das autoridades indicam que, até ontem, foram registrados 180 ataques a ônibus, sendo 60% deles na zona sul da capital. Desde o início da onda de vandalismo, em 12 de junho, 235 ônibus na capital paulista foram alvos de ações criminosas, com vidros quebrados por pedras em sua maioria.

Redacao

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