O principal motivo para essa mudança é a drástica redução da presença nas sessões. Segundo a Academia, a audiência diminuiu enormemente desde a introdução do “Academy Screening Room”, uma plataforma de streaming exclusiva que existe há sete anos.
Na carta enviada aos votantes, um dado alarmante para a indústria é apresentado: “A média de presença foi de apenas cinco membros nessas exibições nos últimos dois anos”. Considerando os elevados custos, que podem ultrapassar milhares de dólares por sessão para alugar salas em cidades como Los Angeles, Nova York e Londres, a organização decidiu eliminar esse gasto.
A decisão não foi bem recebida por parte dos puristas da Academia. Alguns membros expressaram descontentamento ao THR, destacando a contradição de uma instituição que defende a experiência do cinema no grande formato forçar seus jurados a assistir os principais concorrentes do ano na televisão ou em tablets.
A principal crítica gira em torno de grandes produções visuais. Os membros sustentam que filmes indicados como “Avatar: Fire and Ash” e “Frankenstein” não podem ser devidamente avaliados por meio de links de streaming em casa. Para essa ala, a medida enfraquece a valorização da arte cinematográfica que o Oscar deveria promover.
Em resposta às críticas, a Academia defende sua posição afirmando que não faltaram oportunidades para as exibições presenciais. Em nota, a entidade recordou que foram realizadas mais de 300 exibições presenciais de filmes elegíveis antes do anúncio das indicações. Além disso, as produtoras continuam realizando suas sessões “For Your Consideration” (FYC), que são listadas em um calendário oficial para os membros.
A mensagem final para os votantes é explícita: quem não assistiu aos filmes nos cinemas ao longo do ano agora terá que se contentar com o streaming oficial da Academia.
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