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Banco Central proíbe mensagens ofensivas no Pix e amplia medidas de segurança

O Banco Central (BC) está avaliando medidas para coibir o uso indevido do campo de mensagens nas transações realizadas através do sistema de pagamento instantâneo Pix. A informação foi divulgada no relatório de gestão do Pix 2023-2025, publicado no dia 10 de agosto de 2026, conforme relataram jornalistas do Estadão.

O problema das mensagens ofensivas

O BC observa que o espaço destinado ao usuário para anotações sobre o pagamento tem sido utilizado para envio de ofensas e ameaças, frequentemente associadas a transferências de valores pequenos. Inicialmente, o campo foi projetado para facilitar a identificação de pagamentos, mas o aumento de mensagens intimidatórias tem chamado a atenção da autarquia.

Grupo de trabalho para discutir soluções

Para tratar do assunto, o Banco Central criou um grupo de trabalho no Fórum Pix, uma plataforma de governança que reúne partes interessadas sobre o sistema. O objetivo é discutir alternativas que garantam a integridade do Pix e a segurança dos usuários, sem comprometer as funcionalidades do sistema.

Medidas de regulamentação em análise

Após as discussões, a instituição avaliará a regulamentação necessária para restringir o uso inapropriado do campo de mensagens, permitindo intervenções se considerados essenciais.

Crescimento do uso do Pix

Além das questões relacionadas à segurança, o relatório destacou o aumento no uso do Pix entre 2023 e 2025. Foram implementadas novas funcionalidades, como agendamentos recorrentes e pagamentos por aproximação, além do Pix Automático. Esta última opção possibilita pagamentos automáticos mediante uma única autorização do usuário.

As estatísticas mais recentes

Em 2025, o sistema Pix registrou quase 80 bilhões de transações, movimentando mais de R$ 35 trilhões. No total, 148 milhões de pessoas e 12,8 milhões de empresas utilizaram pelo menos uma vez esse sistema, que já conta com mais de 920 milhões de chaves cadastradas, representando 162 milhões de usuários e 16 milhões de empresas.

O Banco Central está, portanto, focado não apenas em expandir a funcionalidade do Pix, mas também em manter um ambiente seguro para seus usuários.

Crédito: Márcia de Chiara/ Daniel Teixeira/Isabel Lima/Estadão

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