
Índice do IPCA-15 se aproxima da meta de inflação O índice acumulado nos últimos 12 meses está quase alcançando o teto de tolerância de 1,5 ponto percentual da meta de 3% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Após ultrapassar o limite em maio (4,64%) e registrar novo aumento em junho (4,83%), o IPCA-15 se posiciona próximo a valores críticos.
Justificativa do Banco Central não é exigida no momento De acordo com normas vigentes, a instituição só precisa apresentar explicações caso o descumprimento da meta persista por seis meses consecutivos. Isso marca uma mudança na avaliação, que anteriormente focava somente no encerramento de cada ano.
Queda nos preços dos alimentos
Os preços de alimentos e bebidas registraram deflação pela primeira vez em oito meses. A redução de 0,66% nos preços alimentícios, a maior desde setembro de 2023, que havia tido uma queda de 0,77%, marca um recuo significativo desde o último resultado, em outubro do ano passado (–0,03%).
Essa queda foi impulsionada pela diminuição de 1,14% na alimentação em domicílio. Os produtos que mais contribuíram para esse resultado foram o tomate, que caiu 19,95%, e a batata-inglesa, com uma redução de 10,03%. Ambos haviam registrado altas significativas no primeiro semestre. Em contraste, a cebola teve alta de 7,1%, e o pão-francês aumentou em 0,65%.
O custo de refeições fora de casa aumentou. Em contrapartida ao índice geral do IPCA-15, os preços da alimentação fora do domicílio subiram de 0,4% para 0,55% entre junho e julho. Este aumento foi liderado pelo valor das refeições, que passou de 0,39% para 0,66%. Já os preços dos lanches desaceleraram de 0,45% para 0,3%.











