
Ex-bispo Valdir Mamede se torna réu após denúncias de abusos sexuais
O ex-bispo Valdir Mamede enfrenta graves acusações de abusos sexuais, conforme apuração do UOL. O promotor Caíque Ducatti apresenta ao menos quatro evidências que relacionam Mamede ao crime, indicando um comportamento manipulador em relação à vítima, um padre que estava sob sua autoridade. Ducatti destaca que Mamede usou sua posição hierárquica e a vulnerabilidade psicológica da vítima para estabelecer uma relação de dependência, sob o pretexto de cuidados pessoais.
Alegações de atos violentos
O inquérito policial menciona episódios na residência episcopal em Catanduva e em Ibirá. Entre os relatos, em 2022, Mamede teria agarrado e beijado o padre à força durante uma sessão de cinema. Além disso, a denúncia inclui menções a ligações por vídeo em que o ex-bispo estaria nu e se masturbando, bem como tentativas agressivas de contato físico, especialmente em encontros registrados em 2023, durante os quais Mamede estaria sob efeito de álcool.
Ação do Ministério Público
A promotoria, além de pedir a condenação do réu, requer uma indenização mínima de R$ 300 mil à vítima por danos morais. Ducatti argumenta que a recusa em oferecer um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) se baseia na natureza recorrente e grave dos crimes, perpetrados ao longo de cinco anos por um agente que detinha autoridade sobre o sacerdote.
Medidas cautelares solicitadas
O Ministério Público também pediu ao Judiciário que implemente medidas cautelares visando proteger a vítima e testemunhas. As solicitações incluem a proibição de qualquer forma de comunicação entre Mamede e a vítima, além de um afastamento mínimo de 500 metros.
Posição da defesa
O UOL está em contato com a defesa de Valdir Mamede, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação.











