
Em um pronunciamento nas redes sociais, o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lhe atribuiu “duas missões claras”: candidatar-se ao Senado nas eleições de outubro por Roraima e estar disponível para a disputa ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A declaração de Hélio gera expectativa, mas o futuro da candidatura permanece incerto.
Como reportado pela CNN Brasil, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e pré-candidato ao Planalto, está em favor de lançar outra opção para o TCU: a deputada Soraya Santos (PL-RJ). Essa indicação seria uma estratégia em decorrência da própria candidatura de Hélio ao Senado.
Além disso, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), mencionou que o partido está focado em selecionar uma mulher para a vaga no TCU. A decisão deve ser definida até esta quarta-feira (8), após reuniões com outros líderes da sigla.
A disputa pela indicação ao TCU também envolve outros representantes da direita, como Elmar Nascimento (União-BA) e Danilo Forte (PP-CE), que deixou o União devido à falta de apoio. A deputada Adriana Ventura, do Novo, também é uma das possíveis candidatas.
### Acordo de Hugo Motta
A situação política se complica com a votação secreta, que pode abrir espaço para dissidências entre os partidos. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que manterá um acordo estabelecido para que a vaga seja destinada ao Partido dos Trabalhadores (PT). “Palavra é palavra”, afirmam aliados de Motta, que busca não comprometer suas relações com o governo no contexto eleitoral.
Motta discordou das críticas sobre a pressa na definição do candidato e assegurou que não há “atropelo”. Os nomes propostos passarão por uma sabatina, e a eleição está marcada para a próxima terça-feira (14). O período para as indicações partidárias se inicia hoje e se encerra na quarta-feira (8). O acordo em apoio à candidatura do deputado Odair Cunha (PT-MG) permanece inalterado, conforme o líder da Câmara.
A CNN Brasil informou que as cabines de votação foram instaladas na Câmara esta semana. O voto secreto pode possibilitar traições durante a escolha. Dos nove membros do TCU, três são indicados pela Câmara, três pelo Senado, um pelo presidente da República, um da carreira de auditores e outro do Ministério Público de Contas.



