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Investigação sobre morte de Juliana Basseto revela cigarro químico mortal na piscina

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, que faleceu após passar mal durante uma aula de natação em uma academia no Parque São Lucas, na zona leste da capital. A tragédia ocorreu no último sábado (7), e Juliana foi velada e sepultada na manhã de segunda-feira (9) no Cemitério Quarta Parada.

Detalhes sobre o incidente

Além da morte da professora, outras quatro pessoas precisaram de atendimento médico. As investigações preliminares indicam que o cloro utilizado na piscina pode estar misturado a um produto químico ainda não identificado, o que teria causado uma intoxicação. Juliana foi socorrida e levada a um hospital em Santo André, mas não resistiu após sofrer uma parada cardíaca.

O marido de Juliana, Vinícius de Oliveira, também foi internado após apresentar sintomas de mal-estar. Um adolescente de 14 anos foi hospitalizado com lesões pulmonares, enquanto outras duas pessoas receberam alta após o atendimento.

Quem era Juliana?

Juliana Faustino Basseto era uma educadora com formação em Pedagogia e pós-graduação em Alfabetização e Letramento. Com cerca de seis anos de experiência, a professora tinha especializações em educação infantil e matemática. Sua mãe a descreveu nas redes sociais como uma jovem íntegra, ética e cheia de planos, enquanto a irmã destacou a cumplicidade que compartilhavam.

A família de Juliana, em comunicado, pediu sensibilidade e responsabilidade na cobertura do caso.

Situação das investigações

Câmeras de segurança registraram um homem, identificado como manobrista da academia, manipulando produtos químicos destinados à piscina. Ele prestou depoimento no 42º Distrito Policial, localizado na mesma região. Testemunhas disseram que ele era responsável pela preparação da mistura química aplicada na água.

O delegado Alexandre Bento, titular do caso, informou que a gestão da academia fechou o local sem comunicar as autoridades, o que dificultou a realização da perícia inicial. As investigações também revelaram que a academia não possuía alvará de funcionamento. A Subprefeitura da Vila Prudente interditou a unidade e encontrou diversas irregularidades, como a existência de dois CNPJs para a atividade no mesmo endereço.

Nota da academia

Em um comunicado, a direção da Academia C4 GYM lamentou profundamente o ocorrido e afirmou que prestou atendimento imediato a todos os envolvidos. A entidade também destacou que está colaborando com as autoridades competentes.

As investigações continuam em andamento para esclarecer os detalhes do caso e determinar responsabilidades. Para mais informações, confira CNN Brasil.

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