
A polarização política nos Estados Unidos se intensificou com o lançamento do documentário “Melania”, dirigido por Brett Ratner. A produção gerou uma discrepância histórica no site Rotten Tomatoes entre as avaliações da crítica, que registraram apenas 6% de aprovação, e a opinião do público, que alcançou impressionantes 99%.
A diferença nos números provocou imediatas suspeitas de manipulação. Contudo, um porta-voz do Rotten Tomatoes assegurou: “Não houve NENHUMA manipulação nas avaliações do público para o documentário Melania”. Os dados apresentados na plataforma são oriundos de usuários que realmente compraram ingressos via Fandango, garantindo a autenticidade das notas.
Sucesso nas bilheteiras
Essa disparidade refletiu-se em resultados financeiros positivos. “Melania” arrecadou US$ 8 milhões em seu fim de semana de estreia, estabelecendo um novo recorde de bilheteira para documentários na última década nos cinemas norte-americanos.
Analistas sugerem que a alta pontuação do público é resultado de uma audiência auto-selecionada. Espectadores que decidiram assistir ao filme são predominantemente apoiadores do movimento MAGA, o que também explica os relatos entusiásticos sobre as qualidades da ex-primeira-dama enfatizados nas críticas.
Controvérsias em Oregon e a volta de Brett Ratner
Apesar do sucesso, o filme não escapou de controvérsias. A distribuidora Amazon MGM pediu que um cinema em Oregon interrompesse a exibição do documentário após a casa de shows publicar piadas sobre a produção em sua marquise, o que gerou descontentamento no estúdio.
Além disso, o lançamento marca o retorno de Brett Ratner, uma figura controversa em Hollywood. Em entrevista, Ratner afirmou que o filme não é uma estratégia para reabilitar sua imagem. “Isso é ridículo. Se qualquer coisa, isso foi um risco maior por causa da polarização e do tema”, declarou. Ele ainda acrescentou: “Eu não fiz isso para voltar a Hollywood. Eu estou esperando para fazer A Hora do Rush 4 — essa era a minha estratégia”.











