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Henri Castelli nega convulsões no BBB 26 como sequelas de agressão

O ator Henri Castelli, recentemente eliminado do Big Brother Brasil 26, falou sobre sua saúde após episódios de convulsão que alarmaram o público. Ele se manifestou sobre um processo judicial relacionado a uma agressão que ocorreu em 2020, em Alagoas. Em entrevista ao jornal O Globo, Castelli negou qualquer ligação entre as crises convulsivas e a agressão que sofreu há três anos.

Após a sua saída do reality show, especulações nas redes sociais levantaram a hipótese de que as convulsões seriam sequelas do incidente. “Uma coisa não tem nada a ver com a outra. É chato ficar relembrando essa história depois de seis anos, porque as pessoas saem falando. Em relação ao lado clínico, não tem nada a ver”, afirmou o ator.

Andamento do Processo Judicial

Henri Castelli também atualizou sobre a situação do processo civil que move contra os réus da agressão, afirmando que a indenização estipulada pela Justiça está próxima de ser quitada. Ele destacou que os responsáveis pela agressão já efetuaram pagamentos ao Estado de Alagoas e ainda precisam indenizá-lo. “Eles entraram com pedido de diminuição, e a gente entrou com pedido de manutenção da pena. É tabelado. O limite seriam R$ 100 mil, que é o caso de morte. Vão ser R$ 55 mil. É o valor determinado pela Justiça”, declarou.

Defesa dos Réus Rebate Acusações

O advogado Gustavo Delduque, que representa um dos réus, o empresário Guilherme Accioly, contestou as declarações de Castelli. Ele afirma que a sentença de primeira instância indica que o ator iniciou a briga, sustentando que as testemunhas confirmaram que Henri provocou o conflito, mesmo sob efeito de álcool. “As testemunhas ouvidas em Juízo confirmaram que houve um entrevero entre Henri e Bernardo, tendo Henri iniciado as vias de fato. Por erro, acertou Guilherme com um murro, do que então houve revide”, declarou Delduque.

O advogado também destacou que, embora a reação de Guilherme tenha sido considerada desproporcional, Henri não recorreu da parte da sentença que descreve a dinâmica do conflito. “Há recurso apenas para aumentar o valor da indenização, mas não para afastar sua responsabilidade pelo início do conflito”, explicou.

A defesa ainda sustenta que Guilherme agiu em legítima defesa e pediu a revisão da condenação por danos morais, afirmando que “a divulgação e a espetacularização do ocorrido se deram por culpa dele. Também não houve sequela que configure dano estético”, argumentou.

As apelações ainda estão pendentes de julgamento e não há previsão para a análise do caso. “Ainda está longe de qualquer pagamento. Não há sequer certeza de que a condenação será mantida”, acrescentou Delduque.

O advogado também destacou que Guilherme Accioly e Bernardo firmaram um acordo com o Ministério Público e não foram condenados criminalmente. O acordo previa o pagamento de ajudas humanitárias a vítimas de uma enchente em São Miguel dos Campos (AL), sem reconhecimento de culpa ou geração de antecedentes criminais.

Histórico da Agressão

A agressão contra Henri Castelli ocorreu em 30 de dezembro de 2020, na Barra de São Miguel, em Alagoas. Inicialmente, o ator afirmou ter se ferido em um acidente na academia, mas posteriormente revelou ter sido agredido, alegando ter optado por poupar sua família do impacto da verdade.

Um laudo pericial identificou sequelas permanentes no rosto do ator, incluindo perda de sensibilidade no lado direito da face devido a uma fratura na mandíbula. Duas semanas após a agressão, já fora do hospital, Castelli relatou ter sido atacado sem chance de defesa.

O ator divulgou imagens dos ferimentos e passou por duas cirurgias, uma em Alagoas e outra em São Paulo, onde teve a mandíbula reparada com pinos e parafusos. Na época, a defesa dos acusados alegou que Henri teria iniciado a confusão, versão que permanece sendo debatida na Justiça.

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