
A socialite, que ganhou notoriedade na década de 1990 ao lado da irmã Nicky, tornou-se sinônimo de glamour e eventos de alto perfil, sendo frequentemente acompanhada por paparazzi. Hilton, hoje mãe de dois meninos e proprietária da 11:11 Media, um conglomerado de negócios que abrange perfumes, moda e conteúdos, afirma que sua imagem pública frequentemente não refletia sua verdadeira vida.
Uma vida sob os holofotes
Hilton compartilha que seu cotidiano se desenrolava nas baladas, mas era observado apenas do lado de fora. “Minha vida acontecia nas pistas dos clubes, mas as pessoas só viam o que rolava do lado de fora”, explica. Sua fortuna, estimada em US$ 300 milhões, é resultado de sua ousadia e visão empreendedora.
Com um gosto apurado por imóveis de luxo, Hilton teve sua residência icônica retratada no filme “Bling Ring: A Gangue de Hollywood”, que documenta a obsessão de jovens por celebridades. Na época, a assistente de Paris era Kim Kardashian, encargada de gerenciar sua imagem e compromissos.
Após quase duas décadas desde o lançamento de seu primeiro álbum, Hilton lançou “Infinite Icon” em 2021, enquanto uma equipe de documentaristas registrava a criação de sua turnê. O filme, “Infinite Icon: Uma Memória Visual”, chega aos cinemas no final deste mês, prometendo revelar os desafios enfrentados por Hilton ao longo de sua vida pública.
Desafios e superações
Dirigido por J.J. Duncan e Bruce Robertson, o longa explora desde sua infância até os traumas da adolescência, quando passou por condições adversas em um colégio interno. “Sofri abusos psicológicos e sexuais”, afirma. A busca por liberdade a levou a um mundo focado em festas e aparições, onde enfrentou a cultura de tabloides dos anos 2000.
Hilton reflete sobre a transformação de sua imagem: “No começo era tudo divertido, mas o tratamento que recebi se tornou cada vez mais cruel”, diz. Ela observa que a mídia, na época, normalizava o tratamento das jovens celebridades como meros objetos de entretenimento, o que trouxe traumas e desafios adicionais na vida de muitas delas.
<p"Naquela época, tudo era muito normalizado. Foi doloroso e difícil, especialmente porque eu tinha vivido muitos traumas na adolescência e ninguém sabia", revela. Hilton destaca que a experiência a fortaleceu: "Parei de ser uma víctima e me tornei uma sobrevivente", conclui.
Apesar das dificuldades, Hilton mantém laços com amigos de sua época, incluindo Nicole Richie, Britney Spears e Lindsay Lohan, todas que também enfrentaram os desafios da fama. "Estamos todas indo muito bem e nos apoiamos", diz. "Se você conseguiu sobreviver aos anos 2000, consegue sobreviver a qualquer coisa."
INFINITE ICON: UMA MEMÓRIA VISUAL
– Estreia em 29 de janeiro nos cinemas.
– Classificação não informada.
– Produção Estados Unidos, 2026.
– Direção: J.J. Duncan e Bruce Robertson.











