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Eleições

Netanyahu vence eleições em Israel com maior participação desde 1999 e pode continuar como primeiro-ministro

Benjamin Netanyahu consolidou sua posição como primeiro-ministro de Israel ao vencer as eleições realizadas na terça-feira, 27 de outubro de 2026. Esta foi a primeira eleição desde os ataques do Hamas e a subsequente ofensiva militar em Gaza, iniciados em 2023. Com uma taxa de participação de 77%, a mais alta desde 1999, aproximadamente 85% dos votos já foram apurados até a manhã de quarta-feira, 28 de outubro, indicando que o bloco liderado por Netanyahu deve conquistar cerca de 53 das 120 cadeiras no parlamento israelense.

O bloco do primeiro-ministro, composto por diversos partidos de direita, extrema-direita e ultraortodoxos, superaria a oposição dirigida por Gadi Eisenkot, que deve conseguir apenas 48 assentos. Um destaque importante é o número inédito de 19 cadeiras conquistadas pelos partidos de origem árabe, o que marca uma significativa representação dessa população no legislativo.

Os resultados ainda estão sujeitos a verificações e possibilidades de contestações, mas, conforme informações da agência Reuters, uma vitória da oposição é considerada improvável. Para que um bloco indique o primeiro-ministro, é necessário alcançar pelo menos 61 cadeiras. Assim, a expectativa é que Netanyahu permaneça no cargo de forma interina.

A Reuters também observa que a possibilidade de um governo Netanyahu sem uma maioria parlamentar provocou reações negativas, resultando em uma desvalorização da moeda local e quedas superiores a 3% nos principais índices da bolsa de Tel Aviv.

Durante um discurso dirigido ao seu partido, o Likud, Netanyahu elogiou o papel dos militares israelenses e expressou apoio ao presidente norte-americano, que anteriormente havia incentivado os eleitores israelenses a reeleger Netanyahu, atribuindo a ele um papel ativo no combate ao Irã.

A oposição, apesar de reconhecer a derrota, alertou sobre potenciais riscos de que Netanyahu poderia utilizar questões de segurança para obter vantagens políticas. Importante ressaltar que esta eleição aconteceu em um contexto particularmente tenso, marcado pela violência em Gaza, onde a ofensiva israelense resultou na morte de cerca de 74 mil palestinos, e em meio a um cenário internacional desfavorável para Israel.

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