
Os governos de direita da América do Sul reconheceram a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Brasil, apesar das amplas divergências políticas. O presidente argentino, Javier Milei, permaneceu em silêncio por mais de 12 horas após o anúncio oficial do resultado das eleições.
O presidente da Colômbia, Abelardo de La Espriella, de extrema direita, não endossou diretamente a vitória de Lula, mas afirmou que respeitar a vontade do povo é fundamental. Em um post na rede social X, ele ressaltou as diferenças ideológicas entre os dois, enfatizando a necessidade de cooperação entre os países da região.
O presidente boliviano, Rodrigo Paz, foi mais explícito em suas congratulações, elogiando os laços históricos entre Brasil e Bolívia. “Parabenizo o presidente Lula por sua vitória. Bolívia e Brasil são países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns. Seguiremos trabalhando juntos para fortalecer nossa relação e gerar mais oportunidades para nossas nações”, escreveu ele em sua conta no X.
Em relação à Venezuela, que se tornou objeto de influência dos Estados Unidos, um comunicado oficial expressou a intenção de manter os laços de cooperação e respeito com o Brasil, destacando princípios como paz, soberania e solidariedade latino-americana.
Enquanto isso, a expectativa em torno da posição de Milei continua, uma vez que ele ainda não confirmou se reconhecerá formalmente a vitória de Lula. Durante o primeiro turno das eleições brasileiras, Milei elogiou Flávio Bolsonaro (PL) e o considerou um vencedor, mesmo antes da conclusão do segundo turno.











