
Uma confusão nas informações levou a Justiça Eleitoral a anunciar, no último sábado (17), que 4.352 seções eleitorais haviam trocado de local entre o primeiro e o segundo turno das eleições deste ano. No entanto, na última quarta-feira (21), o presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), desembargador Carlos Roberto Silva, esclareceu à Agência Brasil que a cifra se refere a um erro de comparação com dados da eleição de 2024. Segundo a assessoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), houve uma falha na atualização dos dados pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ao alimentarem o sistema de informações.
“Esse número de 4.352 seções alteradas é irreal. Não houve alterações em 4.352 seções do 1º para o 2º turno no Brasil inteiro. Essa informação foi verificada de forma equivocada. O dado correto é que se tratava de mudanças de 2024 para 2026”, afirmou o desembargador.
A Justiça Eleitoral revisou os números e atualizou a contagem para 343 seções que tiveram seus locais modificados entre os dois turnos das eleições programadas para o próximo domingo (25). A quantidade de seções que mudaram de local havia chegado a 441 na terça-feira (20), mas foi reduzida após nova conferência nesta quarta.
A Justiça Eleitoral orienta os eleitores a verificarem seus locais de votação antes de se dirigirem às urnas, recomendando que essa consulta seja feita apenas em canais oficiais. Os cidadãos podem usar o aplicativo e-Título ou acessar os portais do TSE e dos TREs. Um link relevante pode ser encontrado no site oficial, clicando no botão “Onde votar”.
Ao abrir a sessão plenária do TSE na terça-feira, o presidente do Tribunal, ministro Kássio Nunes Marques, comentou que o sistema estatístico ELO, utilizado para organizar dados da Justiça Eleitoral, ainda mostrava discrepâncias nas informações sobre locais de votação alterados. Enquanto o sistema indicava 38 alterações em Minas Gerais, o TRE estadual contava apenas 17 mudanças. Para o Piauí, o ELO registrava 18, enquanto o TRE notificou apenas quatro locais alterados.
As modificações nos locais de votação são decididas pelos juízes de cada cartório eleitoral, que podem solicitar mudanças devido a questões climáticas ou problemas estruturais em prédios. Essas informações são então repassadas pelos TREs ao TSE através do sistema ELO.
Kássio Nunes Marques mencionou que, comparando com as eleições de 2022, houve uma redução de 85% no número de urnas alteradas entre os dois turnos em 2026.
Mudanças nos locais de votação, de acordo com o presidente do TRE de Santa Catarina, Carlos Roberto Silva, são um procedimento comum na Justiça Eleitoral e ocorrem anualmente. Ele ressaltou que os juízes electorais fazem comunicados por todos os meios disponíveis e colocam avisos nos locais antigos, garantindo que os eleitores sejam informados sobre as mudanças.
“Há sempre uma faixa avisando o novo local. Não há prejuízo aos eleitores, não há nenhuma situação de insegurança, é rotina”, destacou o desembargador. Ele acrescentou que a comunicação é realizada de modo que não há relatos de eleitores que deixaram de votar devido a alterações.
Embora haja uma expectativa de que novas mudanças sejam mínimas até o próximo domingo, o desembargador alertou que condições excepcionais, como danos ocasionados por fenômenos naturais, poderiam requerer alterações de última hora.
Nos últimos dias, circulam mensagens por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação, que não são confiáveis. Assim, a Justiça Eleitoral reitera que o eleitor não deve consultar informações sobre onde votar fora dos canais oficiais.











