
Internautas compartilharam memes na plataforma X, na quarta-feira (9), para criticar a suposta inação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em relação à crise interna que envolve ministros da Corte e as atividades da Polícia Federal no caso Banco Master. A pressão por uma posição de Fachin se intensificou enquanto a disputa interna se agravava.
As montagens que circulam na rede abordam de forma irônica a postura de Fachin, sendo uma delas especialmente notável: o presidente do STF é retratado medindo uma parede com uma fita métrica, acompanhado da legenda “Edson Fachin tomando medidas”. Outra montagem traz o personagem Jaiminho, o Carteiro, da famosa série “Chaves”, vestido de policial, em alusão ao conflito entre Fachin, o STF e a Polícia Federal. A série de críticas também inclui uma imagem de Fachin escondido sob uma mesa ao lado de uma boneca da ex-presidente Dilma Rousseff, que o indicou ao Supremo, e outra onde ele é representado como uma banana.
Essas criações foram elaboradas por inteligência artificial e refletem a percepção de que o ministro, encarregado de conduzir os trabalhos do tribunal, teria demorado a se manifestar diante do aprofundamento da crise.
Crise no STF
O estopim da tensão foi a revelação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O ministro Mendonça, encarregado de casos relacionados, questionou a atuação da Polícia Federal, resultando no afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. Essa decisão foi levada à 2ª Turma do STF.
Ainda na quarta-feira, antes de um posicionamento de Fachin sobre o recurso da Advocacia Geral da União (AGU), o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei ao cargo na Polícia Federal e de Almada à Diretoria de Inteligência. Essa movimentação adicionou um novo elemento à disputa e aumentou a pressão sobre o presidente do STF.
As tensões refletem a divisão entre Mendonça e Moraes, com a decisão de afastar preventivamente o diretor-geral atingindo também pleitos de Moraes para investigar Mendonça por abuso de autoridade e improbidade administrativa. Fachin, por sua vez, retirou o pedido sobre Mendonça e assumiu a responsabilidade pelos próximos passos, estabelecendo um prazo de cinco dias úteis para que as partes envolvidas apresentem informações sobre as alegações.











