
A Cripta Imperial, localizada no Parque da Independência em São Paulo, reabre suas portas ao público nesta segunda-feira, 7 de setembro, em celebração ao Dia da Independência do Brasil. O espaço, que guarda os restos mortais de D. Pedro I e das imperatrizes Maria Leopoldina e D. Amélia, esteve fechado nos últimos três anos para um expressivo projeto de revitalização.
Cerimônia de reabertura e melhorias estruturais
Conforme informado pela CNN Brasil, a reabertura será promovida pelo Museu da Cidade de São Paulo, com início programado para as 14h30. Os visitantes poderão apreciar uma apresentação do Ensemble FTM, um grupo musical vinculado à Fundação Theatro Municipal de São Paulo, às 15h, seguida de visitação gratuita ao local até as 17h. As obras de revitalização, que demandaram um investimento total de R$ 5,3 milhões, incluíram instalações completas de novos banheiros, melhorias na acessibilidade, sistema de climatização e aprimoramento do espaço expositivo.
Além disso, foram realizados reparos significativos, como a conservação do bronze ao redor dos sarcófagos e a cobertura do teto com mármore amarelo, assegurando a preservação da estrutura histórica.
Exposição “Representações da Nação”
Com a reabertura, a Cripta Imperial também dará início à nova exposição intitulada "Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial", sob curadoria de Marly Rodrigues. A exposição tem como objetivo explorar a criação do Monumento à Independência e a própria cripta, ambas projetadas para destacar marcos da história brasileira. O Monumento foi inaugurado em 1922, durante as festividades do centenário da Independência, enquanto a Cripta foi aberta em 1952, localizando-se no subsolo do monumento.
História dos restos mortais
Os restos mortais dos integrantes da família imperial – D. Pedro I, sua primeira esposa, Maria Leopoldina, e sua segunda esposa, D. Amélia – chegaram à cripta em diferentes momentos. Maria Leopoldina foi sepultada inicialmente no Rio de Janeiro; seu corpo foi transferido para São Paulo quando a Cripta foi construída. O corpo de D. Pedro I estava em Porto, Portugal, e o do Panteão dos Braganças, em Lisboa; foi transferido ao Brasil em 1972, por ocasião do sesquicentenário da Independência. Já D. Amélia, cujo corpo foi trazido para a cripta em 1982, também passou por uma exumação em 2012, onde foi constatada a mumificação e preservação de seu corpo.
Visitação e atividades
Após a reabertura, a Cripta Imperial estará disponível para visitação de terça a domingo, das 9h às 17h. Os interessados também poderão conhecer a Casa do Grito, que exibe a mostra "Da Independência ao Grito: história de uma casa de pau a pique", abordando a importância histórica do imóvel em relação à independência nacional.
A Cripta Imperial localiza-se na Praça do Monumento, dentro do Parque da Independência, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Os visitantes são convidados a conhecer e valorizar a rica história do Brasil, agora resgatada e reformulada após a revitalização.
Informações extraídas da reportagem da CNN Brasil.











