
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, foram flagrados rindo durante uma conversa logo após a primeira sessão do tribunal, ocorrida em 2 de setembro de 2026. O momento de descontração entre os magistrados chamou a atenção em meio a recentes rumores sobre uma suposta relação imprópria de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A foto que registra a cena foi tirada pelo fotógrafo Brenno Carvalho, do jornal O Globo, e rapidamente se espalhou nas redes sociais. A sessão de 2 de setembro foi a primeira após a divulgação de investigações que revelaram que Vorcaro teria trocado mensagens com Moraes, até momentos antes de sua prisão, em 17 de novembro de 2025. Embora as informações sobre as conversas estejam disponíveis, não se sabe se Moraes respondeu a elas.
O clima descontraído na foto contrasta com a crise institucional que abala os Poderes no Brasil, considerada a pior de sua história recente. Durante a sessão, não houve menções ao caso que envolve Moraes e Vorcaro, cuja relação está sendo analisada de perto.
Crise no STF
A instabilidade no STF foi intensificada após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de uma ação que menciona Moraes. Relatórios da Polícia Federal indicam que Vorcaro consultou Moraes sobre a possibilidade de fugir do Brasil dias antes de ser preso e também teria enviado pagamentos a funcionários para serviços ligados ao escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes.
Mendonça solicitou a Fachin que a questão seja discutida em plenário, com uma nova sessão agendada para a segunda quinzena de setembro. O STF permanece dividido sobre o caso, e o voto da ministra Cármen Lúcia é aguardado como fator decisivo.
Moraes, em resposta a esta situação, pediu que Mendonça fosse incluído no inquérito das fake news e também retirou o sigilo de um relatório da PF que insinua a prática de crimes por parte de seu colega. O documento indicava que Mendonça estaria mais inclinado a investigar Moraes do que outros membros da Corte, incluindo Dias Toffoli. O relatório, no entanto, não possui valor probatório.
Recentemente, o ministro Edson Fachin, presidente do STF, retirou a investigação contra Mendonça do inquérito das fake news e solicitou que a Procuradoria Geral da República se manifeste sobre os pedidos de Moraes dentro de um prazo determinado.











