Em agosto, o sambista Arlindo Cruz faleceu aos 66 anos em decorrência de pneumonia. Ele estava internado no CTI da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, e enfrentava sequelas de um AVC desde 2017. Em maio, o Brasil também se despediu da cantora Nana Caymmi, aos 84 anos, que sofreu uma overdose de opioides após estar internada no Rio de Janeiro. O músico Jards Macalé partiu em novembro, aos 82 anos, devido a uma parada cardíaca durante o tratamento de enfisema pulmonar.
Outro ícone da música brasileira, Lô Borges, conhecido por seu trabalho no Clube da Esquina, faleceu em novembro aos 73 anos, vitimado por intoxicação medicamentosa. A artista Angela Ro Ro também nos deixou em setembro, aos 75 anos, em razão de complicações de uma infecção que levou a parada cardíaca, após meses de internação no Rio de Janeiro.
O rock mundial também sofreu grandes perdas. Ozzy Osbourne, ex-vocalista do Black Sabbath, faleceu em julho aos 76 anos, após lutar contra a doença de Parkinson desde 2020. Ace Frehley, o guitarrista fundador do Kiss, morreu em outubro aos 74 anos após sofrer uma hemorragia cerebral causada por um acidente doméstico, estado que o deixou hospitalizado em condição crítica. O gênero reggae perdeu Jimmy Cliff em novembro, aos 81 anos, que faleceu após convulsões que evoluíram para pneumonia.
No cinema brasileiro, Francisco Cuoco, um ícone da dramaturgia nacional, faleceu em junho aos 91 anos devido a falência múltipla dos órgãos. Já a atriz americana Diane Keaton, famosa por seus papéis em “O Poderoso Chefão” e “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, morreu em outubro aos 79 anos. O ator Val Kilmer também deixou o mundo em abril, aos 65 anos, vítima de pneumonia.
Em um trágico incidente, o cineasta Rob Reiner e sua esposa, Michele, foram encontrados mortos em sua residência na Califórnia, com investigações em curso que apontam o filho do casal como suspeito.
A televisão brasileira também perdeu grandes nomes, como Berta Loran, atriz e comediante que faleceu em setembro aos 99 anos. Natural da Polônia, Loran imigrou para o Brasil na infância e fez carreira em teatros de revista. A tragédia mais jovem foi a atriz mirim Millena Brandão, que faleceu em maio aos 11 anos, após 12 paradas cardíacas; ela participou da novela “A Infância de Romeu e Julieta” e da série “Sintonia”.
O apresentador JP Mantovani perdeu a vida em setembro após um acidente de moto em São Paulo, enquanto o consagrado escritor Luis Fernando Verissimo faleceu em agosto aos 88 anos, também devido a pneumonia, lidando com Parkinson e sequelas de AVC desde 2021.
As perdas registradas em 2025 representam um vazio significativo na cultura mundial. Contudo, os artistas deixaram um legado que continua a inspirar novas gerações:
Preta Gil, com sua voz marcante na música brasileira contemporânea; Ozzy Osbourne, como um ícone do heavy metal; Francisco Cuoco, cujas três décadas de dedicação à dramaturgia moldaram o cenário teatral; Diane Keaton, com suas performances memoráveis; e Lô Borges, conhecido por suas composições clássicas da MPB.
Essas partidas tornam 2025 um ano de profundas perdas artísticas, sublinhando a importância das contribuições de cada um desses artistas à cultura global.
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